Servidores ameaçam entrar em greve na segunda

Cerca de 170 mil servidores técnico-administrativos das universidades federais de todo o Brasil planejam cruzar os braços a partir da próxima segunda-feira (6). O Sintufes, que representa os servidores da Ufes, devem convocar uma assembleia geral para confirmar ou não a adesão à paralisação nacional. A expectativa é que a reunião ocorra na segunda, segundo informações não-oficiais. No campus de Maruípe, a greve é dada como certa por alguns funcionários e há até cartazes afixados nos ambulatórios do Hucam indicando o início do movimento no dia 6. 

Em votação apertada, os delegados de base aprovaram a deflagração de greve nacional por tempo indeterminado na plenária da Fasubra (Federação das Associações e Sindicatos das Universidades Federais do Brasil) nesta quarta-feira (1º), em Brasília. Entre as reivindicações dos trabalhadores estão a elevação do piso da tabela salarial, a reestruturação dos cargos e o fim da terceirização. Para a coordenadora-geral da Fasubra, Léia de Souza Oliveira, o início da paralisação na próxima semana está praticamente certo. “A preocupação é com o prazo para incluir nossos pedidos no projeto de lei orçamentária. Caso contrário, também não teremos melhorias em 2012”, destacou. 

Ainda de acordo com a coordenadora-geral da Fasubra, o movimento pretende parar setores estratégicos das instituições de ensino, como os restaurantes universitários, as bibliotecas e os laboratórios. “São áreas que têm relação direta com o ensino e a pesquisa. A greve é para que o governo acelere as negociações. Ele não se nega a fazer, mas não estabelece prazos”, disse Léia de Souza Oliveira.

A categoria pretende ainda derrubar, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar nº 549/2009, segundo o qual os gastos com a folha de salários do funcionalismo público poderá aumentar, no máximo, 2,5% acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou da variação do Produto Interno Bruto (PIB), o que for menor. Para os servidores, na prática, a lei congelaria os salários por 10 anos. Eles avaliam que o crescimento vegetativo das despesas, com a incorporação de benefícios e de novos trabalhadores, já consumirá tal limite para reajuste.

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