Estrutura da Universidade

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), assim nomeada em 1965, 11 anos depois de ter sido fundada, em 5 de maio de 1954, como Universidade do Espírito Santo (UES), possui hoje 4 campi e 11 Centros de Ensino. Os campi são as unidades territoriais em que estão divididos os Centros, congregações de departamentos. Estes, por sua vez, administram as disciplinas lecionadas a cursos de graduação e pós-graduação, além de programas de pesquisa. O campus de Maruípe possui um único Centro, atualmente chamado de Centro de Ciências da Saúde (CCS), que é composto por 16 departamentos, que servem a 8 cursos de graduação (Odontologia, Medicina, Enfermagem, Farmácia, Nutrição, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional), e a cursos de pós-graduação na área da saúde, de forma que os termos “campus de Maruípe” e “CCS” frequentemente se confundem. A Diretoria do CCS é eleita a cada 4 anos, e a entidade deliberativa superior do Centro é o Conselho Departamental, do qual participa o chefe (docente) de cada departamento que presta serviço ao Centro, além de representantes discentes e representantes do corpo técnico-administrativo. O campus de São Mateus também é composto apenas por um Centro, enquanto o campus de Alegre o é por dois, e o de Goiabeiras é lar de oito Centros de Ensino (Centro de Artes, Centro de Ciências Exatas, Centro de Ciências Humanas e Naturais, Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, Centro de Educação, Centro de Educação Física e Desportos e Centro Tecnológico). Há ainda alunos de cursos pertencentes a Centros do campus de Goiabeiras que assistem a aulas no campus de Maruípe, como é o caso de alunos dos cursos de Biologia e de Psicologia.

Cada curso tem sua coordenação organizada em um Colegiado de Curso, que é formado por representantes de todos os departamentos que contêm disciplinas ministradas no curso e por um representante estudantil, e cujo líder é o Coordenador do Curso. Essses departamentos, como já foi mencionado, são as entidades que coordenam as disciplinas ofertadas em cada curso de graduação e pós-graduação na UFES. Um exemplo é o Departamento de Morfologia, que coordena as matérias como Anatomia Humana I e II, Biologia Celular e dos Tecidos, Histologia B e Embriologia. No CCS (www.ccs.ufes.br), os departamentos de disciplinas básicas da área da saúde costumam servir a diversos cursos, e a maioria dos cursos possui um ou dois departamentos que congregam as suas disciplinas profissionais específicas. No curso de Medicina, por outro lado, além dos departamentos de Biologia, Morfologia, Ciências Fisiológicas e Patologia (que administram disciplinas ministradas em diversos cursos), há 6 departamentos de disciplinas específicas da área médica: Clínica Cirúrgica, Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Especializada, Medicina Social e Pediatria.

A administração geral da Universidade (www.ufes.br) fica por conta da Reitoria e das 7 Pró-Reitorias (Administração, Assuntos Estudantis e Cidadania, Extensão, Gestão de Pessoas, Graduação, Pesquisa e Pós-Graduação e Planejamento), e os órgãos máximos de deliberação e consulta são os Conselhos Superiores. O Conselho Universitário (Consuni) trata da política administrativa, financeira e de planejamento; o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEPE), da supervisão do ensino, da pesquisa e da extensão; o Conselho de Curadores, da fiscalização econômico-financeira. Os dois primeiros conselhos contam com participação docente, discente e de funcionários técnico-administrativos, sendo que, no Consuni, estão presentes os diretores de cada Centro de Ensino; e no CEPE, dois representantes docentes de cada centro. Os representantes discentes nesses conselhos são participantes de chapas eleitas anualmente pelos alunos de graduação e pós-graduação em todos os campi. Mais a respeito dos Conselhos pode ser encontrado em www.daocs.ufes.br.

Por fim, há ainda secretarias que participam da administração e órgãos suplementares que compõem o organograma universitário. Dentro desses últimos estão as bibliotecas e o Hospital Universitário, com administração independente e, desde 2013, a cargo da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

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Sobre o Brasão

 

Em 1962, após a integração da Universidade ao sistema federal de ensino, o professor Jair Dessaune, que na época respondia pela Reitoria, solicitou ao reitor da Universidade de Coimbra informações heráldicas sobre a insígnia de nobreza de Vasco Fernandes Coutinho, primeiro donatário da capitania do Espírito Santo. O pedido tinha como objetivo a utilização dessa insígnia no emblema da Universidade, e a Universidade de Coimbra não demorou em sua resposta, mas o afastamento do professor Dessaune da Reitorai fez com que o assunto ficasse esquecido.

Somente em 1967, por iniciativa do Diretório Central do Estudantes (DCE), representado por seu presidente, Jorge Augusto Pires Encarnação, dava entrada no Conselho Universitário a proposta de adoção daquela insígnia, circundada pelo nome da Universidade e pelo lema docete omnes gentes, como símbolo oficial da UFES. Acrescente-se que esse símbolo já era utilizado pelo DCE como timbre de suas publicações e de sua correspondência.

Debatido o assunto, decidiu o Conselho Universitário, com base nos estudos anteriores, aceitar a proposta apresentada pelo Diretório, instituindo, através da resolução nº 5/68, de 27 de maio de 1968, o brasão da UFES.

De acordo com a heráldica, a insígnia de nobreza de Vasco Coutinho pode ser assim descrito e interpretado:

Descrição:

- escudo de outro com cinco estrelas de cinco pontas em vermelho, dispostas em sautor ou Cruz de Santo André;

- leopardo em vermelho, armado de linguado em ouro, carregando uma estrela de cinco pontas também em vermelho na espádua e segurando na garra direita uma capela de flores na sua cor;

- elmo de prata, aberto, guarnecido de outro. Paquife e virol em ouro e vermelho.

Interpretação:

- o outro do escudo representa a fidelidade ao rei, pois Vasco Coutinho serviu sempre com lealdade os reis de Portugal;

- as estrelas simbolizam os serviços por ele prestados à Pátria contra os mouros nas guerras de África e Ásia;

- a disposição destas estrelas em sautor (ou Cruz de Santo André) é ainda uma alusão às suas vitórias na luta contra infiéis;

- o vermelho significa heroísmo e o valor que sempre demonstrou nos combates;

- o leopardo exprime a valentia e a rapidez nos seus sucessivos triunfos;

- o elmo aberto é a insígnia de cavaleiro fidalgo, de linhagem antiga, pelo menos de quatro gerações.

A frase docete omnes gentes que circunda o brasão, retirada da versão latina do capítulo 28, versículo 19 do livro de Mateus do Novo Testamento, pode ser traduzida como “ensinai todas as gentes”; analogia à tarefa da Universidade em difundir o saber nela desenvolvido.

Texto adaptado de: BORGO, Ivantir Antônio, UFES – 40 anos de história. 1. ed. Vitória: UFES, 1995. p. 121-122.

 

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