Servidor da Ufes pode ter jornada reduzida
Se depender dos pré-candidatos à reitoria da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), os servidores técnico-administrativos da instituição terão a carga horária diária reduzida de oito para seis horas. Para eles, essa pode ser a melhor opção para garantir o funcionamento da universidade das 7h às 23h, com um servidor por turno, cumprindo 6 horas de trabalho sem intervalo. Os pré-candidatos Antônio Carlos Moraes, Sônia Dalcomuni, Sebastião Pimentel, Armado Biondo Filho e Reinaldo Centoducatte explicam que a mudança aumentaria o horário de atendimento da Ufes à comunidade. "Não é questão de trabalhar menos, mas de adequar a jornada à nossa realidade. Hoje, muitos setores ficam limitados à jornada de um funcionário que tem que cumprir oito horas por dia, com uma hora de intervalo", explica Sônia. Segundo o relatório do MPF, foi constatado que na maioria dos departamentos e centros da universidade as folhas de ponto estavam sem registro de horário e sem assinaturas. O controle, hoje, é feito por meio de folha de frequência, na maioria dos setores, e há casos de descumprimento da carga horária de 40 horas semanais. Atualmente, existe ponto eletrônico somente no DCE, na gráfica universitária, no restaurante e na biblioteca, e também no Hucam, para os funcionários terceirizados. Com informações do portal gazetaonline
Desde 2009, o Ministério Público Federal (MPF) vem pedindo para que a Ufes instale ponto eletrônico, justamente para controlar a jornada dos servidores. A recomendação foi motivada por uma denúncia anônima feita por meio do site do MP. Foram relatados casos de servidores da Ufes que não cumprem a jornada de trabalho. A partir da denúncia, foi instaurado um procedimento administrativo para apurar as supostas irregularidades.
O pré-candidato Reinaldo Centoducatte, vice-reitor no exercício da reitoria, lembra, porém, que a implantação terá um custo alto e uma logística complexa. "O investimento inicial é de R$ 940 mil, para atender a mais de 2,5 mil servidores. Temos uma proposta pronta, mas, agora, ela precisa ser viabilizada", diz. A recomendação do MPF está em análise no Conselho Universitário e ainda não há previsão para implantação do ponto eletrônico na universidade.
O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sintufes), José Magesk, diz que não vê problemas no ponto eletrônico, mas, assim como os pré-candidatos, defende a mudança da carga horária para 30 horas semanais e critica a interferência do MPF. "A universidade tem autonomia para decidir sobre as suas questões", diz. Os servidores também defendem a universalização da obrigatoriedade do controle de frequência, inclusive para os docentes, posicionamento que divide opiniões entre as categorias.
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